
Ansiedade só não tem já morreu? Sim. É isso mesmo. Se você está vivo, com certeza você tem ansiedade. E isso não quer dizer que você precisa sofrer por causa dela…
Afinal, o que é Ansiedade?
Se você ainda não assistiu ao Filme “Divertida Mente”, recomendo que assista!
O filme aborda a relação entre as emoções, e o impacto que elas têm na personagem, que se comporta de acordo com a emoção que predomina em determinada situação. Podemos entender a partir do filme, que cada emoção tem sua importância, tanto individualmente, quanto na relação entre elas.
O no primeiro filme estão a Alegria, a Tristeza, a Raiva e Nojinho. No segundo filme, as emoções Ansiedade, Inveja, Vergonha e Tédio surgem.
Deixando a fantasia de lado, ansiedade é uma emoção humana que prepara o indivíduo para situações futuras de ameaça e/ou perigo, desencadeando uma resposta de luta ou fuga, respostas cognitivas (mentais), afetivas, fisiológicas e comportamentais. Ansiedade é a antecipação de ameaça futura, uma reação natural e necessária. E nesse sentido, é nossa aliada na missão de permanecer vivo!
Ansiedade: Inimigo Indesejável ou Amigo Indispensável?
Ansiedade não está presente apenas na expectativa de uma notícia ou um acontecimento ruim, como quando vamos ao médico para cuidar de uma dor física, ou ao dentista para tratar um canal ou extrair um dente. Fala sério, ninguém gosta de ir ao dentista…
Quem nunca sentiu ansiedade quando foi para uma entrevista de emprego, ou apresentou um trabalho na faculdade? Também ficamos ansiosos quando vamos nos encontrar com a pessoa amada, ou no dia do casamento, ou do nascimento do filho. Ou quando está para chegar o período das férias e estamos para fazer aquela viagem dos sonhos!
Quando a Ansiedade é um Problema?
Bem, a ansiedade não é bem-vinda quando ela se manifesta em excesso. Em excesso, a ela pode resultar consequências desagradáveis, afetando negativamente, e prejudicialmente, todas as áreas da vida da pessoa. Preocupação excessiva, irritabilidade, cansaço, e dificuldade de concentração no trabalho; problemas no relacionamento com marido ou esposa, com os filhos ou o vizinho barulhento, podem ser sinais de que sua ansiedade está no limite.
Conversar com pessoas próximas, amigos ou parentes, pode ser uma ótima oportunidade para perceber que algo não vai bem. Escutar feedbacks de quem te quer bem pode ajudar a ter consciência de que que existe um problema, onde muitas vezes nós mesmos não conseguimos perceber.
De forma geral, temos o hábito de justificar nossos comportamentos disfuncionais responsabilizando o outro. Ou é o trabalho que está exigindo muito, ou os filhos que não te respeitam, ou a esposa (ou marido) que não está correspondendo às suas expectativas. A responsabilidade dos nossos comportamentos (e pensamentos) é toda nossa. Aceite que você precisa de ajuda.
Como podemos verificar, de acordo com o DSM-5 (Manual Diagnostico e Estatístico de Transtornos Mentais, 5ª edição) existem 9 classificações para o Transtornos de Ansiedade. Eles diferem entre si nos tipos de objetos ou “situações gatilho”. Identificar o tipo de transtorno é fundamental para definir o tratamento adequado.
Como Amenizar e Tratar a Ansiedade?
Existem várias estratégias que podem ajudar a amenizar e tratar a ansiedade.
É importante lembrar que transtorno de ansiedade é uma condição tratável, mas cada pessoa pode responder de maneira diferente às estratégias de tratamento. Além da psicoterapia, outras sugestões podem ser muito úteis:
1. Psicoterapia:
A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é uma das abordagens mais eficazes para o tratamento de transtornos ansiosos. As técnicas utilizadas na TCC auxiliam na modificação dos padrões de pensamento e comportamento, o que contribui para o controle e gerenciamento da ansiedade.
2. Exercícios físicos:
A atividade física regular pode ser muito benéfica para melhorar a capacidade cognitiva. Ajuda na produção e liberação de substâncias que estão diretamente relacionadas ao humor (Endorfina, Serotonina, Dopamina) capazes de melhorar a sensação de bem-estar, a reduzir a ansiedade e elevar a autoestima.
Não gosta de academia? Uma boa caminhada ao ar livre também é uma ótima opção!
3. Estabeleça uma rotina:
Ter uma rotina estruturada pode trazer uma sensação de segurança e estabilidade, o que pode ajudar a reduzir a ansiedade. Estabeleça horários regulares para dormir, comer, trabalhar e realizar atividades de lazer.
4. Técnicas de relaxamento:
Técnicas como meditação, Mindfulness ou relaxamento muscular progressivo ajudam a acalmar a mente e relaxar o corpo, reduzindo a ansiedade. Atividades relaxantes como ouvir uma boa música, ler um bom livro, assistir uma filme de comédia pode ser uma alternativa para momentos de relaxamento, assim como manter o convívio social em dia.
5. Técnica de Respiração:
Usando a Respiração Diafragmática (respirar fundo pelo nariz, enchendo o abdômen e soltando lentamente pela boca) faça a Respiração Quadrada (inspirar por 4 segundos, prender o ar por 4, expirar por 4 e segurar por 4) ou o Método 4-7-8 (inspirar por 4, prender por 7, expirar por 8).
Concentre-se na sua respiração. Imagine o ar entrando, permanecendo e saindo dos pulmões. Repita o processo algumas vezes até que você sinta seu corpo relaxando e os batimentos cardíacos desacelerar.
6. Evite estimulantes:
Certas substâncias, como cafeína e álcool, podem aumentar sua ansiedade. Considere limitar ou evitar o consumo dessas substâncias.
Você sofre deste transtorno? Já buscou tratamento psicoterapêutico?
É importante saber que o uso de medicação atua nos sintomas, não na causa!
Faça terapia!!!




